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Helvécio Miranda: “O MS estará presente em cada discussão e encaminhamentos da montagem das redes regionais, respeitando a autonomia dos dois outros entes federados”

Helvécio Miranda: “O MS estará presente em cada discussão e encaminhamentos da montagem das redes regionais, respeitando a autonomia dos dois outros entes federados”

A “Carta da Saúde” entrevistou Helvécio Miranda Magalhães Jr., Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. Ele esteve em Campinas, no dia 23 de maio, na Unicamp, para o Seminário da Disciplina de Políticas Públicas do Mestrado de Saúde Coletiva. O convite foi feito pelo professor Gastão Wagner de Sousa Campos, que é professor titular do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Gestores, trabalhadores e usuários de diferentes Serviços do SUS Campinas participaram do seminário. Antes de embarcar de volta a Brasília, além de dar entrevista aos estudantes, Helvécio conversou com a Reportagem da “Carta”. Ele falou sobre algumas questões relacionadas ao tema do seminário, “Redes de Atenção à Saúde no SUS”. Confira a entrevista:

Carta da Saúde – Neste debate, você citou “redes paralelas”. Você pode nos explicar o que é isso?

Helvécio: A idéia é que você tenha um Sistema Único organizado em Redes, na mesma lógica territorial, com fluxos bem definidos e papéis bem definidos para cada serviço, que não se tenha paralelismos com relação às posturas das demais unidades frente ao que a Rede definiu. Isso é o que a gente chama de “paralelismo” e falta de sinergia. Precisamos também dar transparência aos usuários sobre estas redes e a melhor forma de utilizá-las nas suas demandas.

Carta – De concreto, como será a relação com gestores estaduais e municipais para a implementação das RAS?

Helvécio: Nós vamos estar chegando a cada Estado e progressivamente a cada uma das cerca de 500 regiões de saúde do país, dentro dos espaços institucionais dos Colegiados de Gestão Regional, do Distrito Federal e homologado pelas  Bipartites Estaduais, e dialogando com os gestores e técnicos nestes espaços. Portanto, é usando os espaços institucionais do SUS, mas com a diferença que o Ministério da Saúde estará presente em cada discussão e encaminhamentos da montagem das redes regionais, respeitando a autonomia dos dois outros entes federados.

Carta – Sobre a implantação de Redes Temáticas, como ela se dará em relação com outras concepções de Rede, a de Redes por complexidade?

Helvécio: É uma opção que a gente fez de ter territórios bem definidos, com necessidades, com demandas claramente mapeadas. É o que tem hoje de oferta, descrever o que é necessário com base em parâmetros e aí priorizar alguns temas que a gente chama de Redes Temáticas, pode também chamar de Linhas do Cuidado temáticas. Mas em cada uma delas e nos territórios você tem os vários níveis tecnológicos necessários. Agora, claro que você vai ter alguma unidade hospitalar que hoje é classificada como de alta complexidade e que vai ter um papel na Urgência, na Maternidade de Alto Risco, na Rede Psicossocial etc. Então é um outro olhar sobre a Rede. É uma opção que nós estamos fazendo, com ênfase nos territórios e regiões de saúde como base de toda a organização.

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