Carta da Saúde

Notícias do SUS Campinas

Conselho Municipal de Saúde

Marlene: Desejo de humanizar o atendimento

Desde a posse do novo Conselho, em março, nossa revista publica série de entrevistas com representantes do segmentos Trabalhadores e Gestores. Neste nº, a Carta conversa com Marlene Feliciano de Oliveira, desde 1990 em atuação no SUS Campinas. Auxiliar de enfermagem do SAMU 192 e usuária do SUS.

Perguntada sobre seu maior desejo ela foi enfática: “Humanizar o atendimento”. Confira a entrevista.

Carta da Saúde – O que te mobilizou a se candidatar ao Conselho Municipal de Saúde?

Marlene Feliciano de Oliveira: Eu sempre participei como ouvinte do Conselho desde a época em que ele se reunia na Orozimbo Maia. Sempre percebi que nas discussões, por não ter o poder de voto, muitas coisas passavam e eu não concordava. Sem poder de voto, minha participação era diferente. Mas sempre foi no intuito de ajudar, principalmente o trabalhador. Para poder ter essa participação através do poder de voto, eu resolvi participar do processo eleitoral, candidatei-me e consegui ganhar essa disputa que existe também.

Carta – Você já tem alguma bagagem. E como foi essa experiência que você teve ao acompanhar o Conselho?

Marlene: Essa experiência que eu tenho, eu considero que ela foi muito de ouvir e isso me capacitou bastante. Com essa bagagem que eu consegui adquirir eu quero trazer a discussão para a mudança. É muito fácil falar do SUS, mas é muito difícil colocá-lo em prática. Principalmente para quem é usuária do SUS, como é o meu caso. Como trabalhadora e usuária, eu muitas vezes me pego barrada na dificuldade de atendimento básico, mesmo na nossa Rede.

Carta – Por ser uma usuária que também é trabalhadora, ou vice-versa, você se percebe mais crítica em relação ao SUS?

Marlene: Muito mais. Eu conheço os dois lados. E quando a gente está lá, na base, sente uma dificuldade tão grande, lá na base, no hospital público, é que você obrigatoriamente fica pensando: O que fazer para mudar? Eu tento trazer essas ideias que ainda não consegui, pois esse Conselho, com essa composição, começou agora. É o meu primeiro mandato como Conselheira Municipal de Saúde. Eu vou tentar fazer com que sejam colocadas em prática muitas coisas que são de nosso desejo.

Carta – Diversas discussões, polêmicas, assuntos estão na pauta, na ordem do dia no que diz respeito à Saúde Pública. Qual é o seu maior desejo?

Marlene: Humanizar o atendimento. É preciso entender que o próprio trabalhador que atende está diretamente lidando com o usuário do SUS e está sujeito a todas as variações, desde o humor, o pagamento que atrasou, ou da remuneração que ele não considera suficiente, a carga horária que excedeu. O Humaniza SUS precisa humanizar este servidor que está direto no atendimento. Será a minha maior conquista se eu conseguir trazer essa discussão para o Conselho Municipal de Saúde.

Carta – E você tem, com base na sua própria experiência, uma sugestão para estas situações de “desumanização”?

Marlene: A palavra é capacitação. O Conselho pode contribuir nisso e muito. As pessoas querem que a Secretaria Municipal da Saúde traga mais capacitação para dentro da Rede. As coisas são muito mais dinâmicas no cotidiano da Rede. Por isso, sempre precisa ter capacitação para o servidor. A pessoa que atende o povo no SUS precisa e quer mais capacitação porque aí o trabalho em saúde fica muito mais fácil e principalmente, mais prazeiroso. Os servidores que estão na Saúde trabalham muito mais por amor ao que fazem.

“Carta da Saúde”

Endereço: https://cartadasaude.wordpress.com

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2 thoughts on “Conselho Municipal de Saúde

  1. Domingos on said:

    Ola eu sou o Domingos conselheiro usuário do cs Tancredo neves,
    Eu vou pegar um pouco da fala da nossa colega conselheira Marlene, para dizer que ela esta com toda razão quando diz que é preciso humanizar o atendimento, e é ai que fica a minha duvida gestão 100% SUS ou compartilhada não que eu seja a favor de terceirizar (porque se terceirizar resolvesse alguma coisa Campinas não estaria nas condições que esta hoje tanto na saúde como em qualquer outro setor por exemplo jardinagem o mato esta tomando conta) nada desde as empresas particulares até as publicas, porque elas tiram a responsabilidades das costas e passa para outras e com isto cai a qualidade dos serviços cai também os salário dos trabalhadores e uma coisa leva a outra, mas pelo outro lado tem mais controle sobre os funcionários e cobram mais dos mesmo o que não acontece com o funcionalismo público que a maior parte deles não cumprem o seu papel pelo qual estão sendo pagos e atende muito mau os usuários,
    Com esta idéia de humanizar o atendimento com capacitação para os trabalhadores quem sabe nós usuários seremos melhores atendidos nos serviços públicos, que é da gente para gente e pela gente, e ai talvez quando chegarmos a uma repartição pública seremos atendidos com um sorriso, um bom dia ou boa tarde. Desculpem-me aqueles funcionários que vestem a camisa do bom profissional e que sabem que um bom atendimento é tudo. Isto é o que eu penso e luto para que aconteça.

  2. francisca on said:

    Ei guerreira!!

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