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Abalô Norô

Abalô Norô: 40.000 novos moradores chegando à região através do Programa Minha Casa minha Vida

A Intersetorial Noroeste estimula o protagonismo e a participação ativa dos moradores da região, lideranças comunitárias e sociais e dos agentes públicos. Opera na área das Administrações Regionais (ARs) V e XIII,  parte do território compreendido pelo Distrito de Saúde Noroeste.  É um grupo independente, com participação de pessoas da comunidade e do poder público, são  atores sociais, que mobilizam-se para facilitar e articular as ações entre os diferentes órgãos que atuam na região, para maximizar as iniciativas de atendimento no território.

Nasceu há 10 anos como um espaço aberto para todos que tivessem interesse em conhecer melhor a região e colaborar na busca de soluções para seus problemas. A Intersetorial realiza encontros bimestrais com abrangência regional.É dividido  em microterritórios. O microterritório I compreende a região do Castelo Branco. O micro II compreende Satélite Íris, da Rodovia dos Bandeirantes, até o Jardim Florence 2. O microterritório III compreende a região do Campo Grande (Nova Esperança até Residencial São Luís).

A celebração dos 10 anos da Intersetorial pautou esta entrevista com a Márcia Moreno, apoiadora do Distrito de Saúde Noroeste. “Nesse mês fizemos uma reunião com os moradores que foram vítimas de enchentes  da região e estiveram  presentes aproximadamente 60 pessoas. Foi realizada no Centro Cultural José Alves no do Satélite Íris . A população esteve no espaço, todo mundo mobilizado…”, disse. Confira a entrevista:

Carta da Saúde – Qual é hoje o maior desafio  da Intersetorial Noroeste?

Márcia Moreno: É o envolvimento de todas as Secretarias. Temos um problema grave hoje na Noroeste que é reestruturar a região para a chegada de uma população estimada de  40 mil pessoas, do Programa   Minha Casa Minha Vida. Precisamos  unir todas as Secretarias: Saúde, Assisstência  Social, Educação, Transporte,   para  preparar os equipamentos públicos para  a recepção destas famílias que virão de várias regiões da cidade. Será  preciso estruturar as escolas, centro de saúdes, ônibus. Estamos prevendo  que isso poderá ser um problema grave para toda a região. Vai ser um impacto muito grande. E se os equipamentos públicos não estiverem preparados para receber essa demanda, será complicado. Por isso nós estamos com esse movimento  na Intersetorial com  uma a comissão que é composta por  representantes do poder público e lideranças da comunidade que se reúne  há   aproximadamente  01 ano para discutir o impacto dos novos empreendimentos da região e a  reestruturação  dos equipamentos públicos para  receber essa  pessoas.

Carta – Quais os Serviços que serão mais impactados?

Márcia: Os Centros de Saúde Floresta,  o Florence e o Pronto Atendimento do  Campo Grande. São os serviços que  receberão a maior parte dessas famílias. Já  existe uma grande preocupação das equipes em relação ao atendimento dessas pessoas, se será ampliando o número de equipes da saúde da família  ou construção de novas unidades. O grupo gestor da Intersetorial (Abalonorô) levou esse tema para discussão no Conselho Distrital Noroeste e também tem sido pauta dos Conselhos Locais dos Centros de Saúde.

Carta – Já que essas famílias estão vindo de outras regiões de Campinas, como que a Rede SUS Campinas pode ajudar?

Márcia: Acho que é unir forças  conosco através da participação nas discussões.  Temos as reuniões  da Intersetorial Macro, que é bimestral  (quando necessário  é chamado reunião extraordinária  mensal) com temas  levantados no início do ano e de interesse de todas as micros da região e as microrregiões (são três) com discussões de temas  de interesse do local.   Precisamos  da ajuda de todos, inclusive faço o convite para as intersetoriais de outros distritos que queiram participar conosco  e trocar experiências. A agenda fixa da Intersetorial Macro é  a última quinta feira do mês ( a cada  dois meses) . Quem se interessar pode entrar em contato  no distrito de saúde Noroeste  que  informarei a data e local da próxima reunião.

Carta – A maioria dessas pessoas está vindo de quais regiões?

Márcia: Das cinco regiões do município (Noroeste, Sudoeste, Leste, Sul e Norte).  Das áreas de risco, principalmente. São famílias que recebem auxílio moradia, que a Defesa Civil avaliou suas casas como sendo sem condições para moradia e  que moram em área de risco. Então é pago a elas um aluguel social, através da Secretaria de Habitação, até a liberação dos apartamentos do Programa  Minha Casa Minha Vida. Essas pessoas serão as primeiras a serem chamadas. A previsão inicial era que a entrega das primeiras moradias fosse em outubro de 2010. Segundo a secretaria de  Habitação houve um problema com o piso, e por isso é que está demorando. Segundo a Habitação, também, entre junho e julho serão transferidas as primeiras famílias. No mês passado nós fizemos uma reunião com pessoas vítimas de enchentes e  estiveram presentes em média  sessenta pessoas. Foi realizada no Centro Cultural José Alves, do Satélite Íris.  A população esteve no espaço, todo mundo mobilizado e a população sentiu falta do Secretário da Habitação, que foi convidado ao encontro, e enviou um assessor.

Carta – Você poderia fazer um balanço destes dez anos de atuação?

Márcia: Eu considero que a região Noroeste tem uma militância muito grande, tanto dos usuários como dos profissionais das Secretarias, porque persistem com a Intersetorialidade. A intersetorial Noroeste e o  grupo gestor  Abalô Norô está completando dez anos, acho que independente da coordenação política-partidária, de  diretriz política  e por ser uma região com muitos problemas de infraestrutura, de falta de equipamentos, a militância mantém forte a intersetorialidade. Eu me sinto bem respeitada por isso e motivada a continuar  a participar. É um trabalho de formiguinha, mas é possível perceber que dá resultados.

Carta – Você pode explicar qual foi o evento que vocês realizaram recentemente em praça pública e quais foram os Serviços que participaram?

Márcia: Os Centros de Saúde do Itajaí, do Floresta,  e o Pronto Atendimento Campo Grande . O evento faz parte do faz parte do “Projeto Jovem.Com” e foi realizado para mostrar à comunidade os resultados de um ano de trabalho e um mês de intervenção territorial. Aconteceram várias apresentações na Praça João Amazonas, localizada entre o Parque Itajaí e Jardim Maracanã. Foi realizado durante o dia com apresentações dos jovens dos polos do “Jovem.Com”, apresentação de dança do ventre, do grupo de rap Dose Letal, Oficina de Música do Crass São Luiz, foram discutidas questões relacionadas ao meio ambiente, cidadania e saúde.

 

 

 

 

 

 

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3 thoughts on “Abalô Norô

  1. Pingback: Editorial « Carta da Saúde

  2. Maria Filomena de Gouveia Vilela on said:

    Saudades, sempre saudades deste povo guerreiro, lutador e cheio de conquistas a cada dia! Força para continuar um trabalho de raízes e que tem tudo para sempre dar bons frutos! Sinto orgulho de fazer parte desta história e ter ajudado a construir, com passos de formiguinha, como diz a Márcia, essa trajetória!
    Beijos
    Mena

  3. francisca on said:

    Obrigada, Mena nós te adoramos e tbem sentimos saudades!

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