Carta da Saúde

Notícias do SUS Campinas

Reflexões sobre a Vigilância dos serviços públicos de saúde é um dos temas do 1º “Roda Visa” e Seminário Temático de Vigilância em Saúde

Reunião de técnicos e gestores de Vigilância em Saúde

Técnicos e gestores da Vigilância durante o Rodavisa na Sociedade de Medicina e Cirurgia

“Gestão em Vigilância Sanitária” foi o tema do primeiro “Roda Visa”, realizado entre os gestores da Vigilância em Saúde de Campinas. Esta Roda de Conversa, realizada em 26 de agosto de 2010, teve como debatedora a professora do Instituto de Saúde Coletiva da Bahia, Ediná Costa. No dia 27 de agosto de 2010, a mesma docente da Federal da Bahia proferiu palestra com o tema “O Trabalho em Vigilância Sanitária”, parte da programação de um Seminário Temático de Vigilância em Saúde, aberto aos técnicos e gestores da Vigilância do município e com presença de municípios vizinhos.

 No 1º “Roda Visa” os gestores abordaram as propostas de reestruturação da Vigilância Sanitária. “Um dos eixos dessa reestruturação que a gente está propondo é aprofundar a questão da vigilância dos próprios”, disse Maria Filomena Gouveia Vilela, Diretora da Vigilância em Saúde (COVISA). Também participaram, além da COVISA, as cinco Vigilâncias Distritais de Campinas. Na sequencia, a entrevista na íntegra:

Carta da Saúde – Qual é o objetivo com a realização desta 1ª Roda Visa?

Filomena – Nós estamos em um momento de aprofundar algumas mudanças estruturais que nós desejamos fazer na área de Vigilância Sanitária. Esta é uma oportunidade em que reunimos os gestores, e para isto convidamos a professora Ediná, que será uma parceira nossa no sentido de discutir se esse rumo que estamos dando, essas mudanças estruturais estão em um caminho interessante, ou se a gente tem de reformular. Ou se é isso mesmo. É um momento de reflexão. Com a presença de uma pessoa de fora a gente quer discutir melhor essas mudanças que nós formulamos para Campinas.

Carta da Saúde – Qual a avaliação que se tem da estrutura e do modo de operar da Vigilância Sanitária atualmente?

Filomena – Considero que temos grandes avanços no município de Campinas, até porque é uma experiência que tem mais de 20 anos, de descentralização, de assumir as ações de Vigilância em Saúde, tanto Epidemiológica, Sanitária, Ambiental, Saúde do Trabalhador e então isso é um avanço inegável e a gente pode, inclusive comparar com alguns municípios de grande porte e ver o quanto que Campinas avançou. Por outro lado a gente tem coisas que a própria experiência foi mostrando e achamos que é hora de mexer, do ponto de vista de como fazer, principalmente, as ações da Vigilância Sanitária. Como? Com que profissionais? Qual perfil? O que a gente tem de afinar? Como melhorar as nossas competências e a questão tecnológica para fazer uma Vigilância que responda cada vez mais às necessidades da população.

Carta da Saúde – Como que a Rede SUS Campinas pode participar desta discussão e contribuir?

Filomena – Isto já está acontecendo através do Roda Visa, hoje (quinta-feira 26 de agosto de 2010) e amanhã (27 de agosto de 2010). Hoje nós estamos fazendo uma reflexão interna entre os gestores da Vigilância e amanhã com a palestra com a professora Edná. A palestra inclusive é parte de um livro que ela publicou sobre a área de Vigilância Sanitária. E para este segundo momento a gente convidou, além dos gestores e técnicos da Covisa e das Visas Distritais, convidamos os apoiadores dos Distritos de Saúde, o pessoal de auditoria hospitalar, das comissões gestoras de hospitais. Pessoas que atuam em conjunto com a Vigilância. Um dos eixos dessa reestruturação que a gente está propondo é aprofundar a questão da vigilância dos próprios, no sentido de um diálogo cada vez mais permanente com a nossa rede a respeito da importância da ação de Vigilância Sanitária. Ela não tem um papel de fiscalizar se as pessoas estão fazendo certo ou errado, se a nossa estrutura está ruim ou se está boa. Mas de mostrar que o principal objetivo da Vigilância Sanitária é de qualificar os Serviços. E aí, qual é o papel dos gestores? A gente pode atuar juntos? É possível, ajudando na capacitação, para que ele tenha também este olhar dos processos de trabalho e da sua unidade como um local que precisa ter menos risco à saúde da população e dos trabalhadores da Saúde, um ambiente mais protetor.

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